Era Atlantiânica

Vamos continuar a História Geológica após a fragmentação de Pangæa, quando surge o Oceano Atlântico e os diversos fragmentos do supercontinente conhecidos atualmente como América do Sul, América do Norte, África, Ásia e Oceania.  

 

Apenas para manter o foco relembremos que os acontecimentos havidos e passados na superfície do globo são o resultado do aquecimento do núcleo-motor da Terra como efeito da gravidade. Em linguagem coloquial podemos dizer que o núcleo é o motor da Terra e a gravidade é o seu combustível. Generalizadamente este é o princípio que rege todo o universo.

 

Que condições geológicas explicam a magnitude de um abalo sísmico capaz  de fragmentar o continente único? Vejamos.

 

Desde a solidificação da crosta, isto é, no inicio do Período Alphaiano, todo o magma que formava o globo ficou isolado no seu interior limitado pela litosfera. A força da gravidade exercida esfericamente, como ilustrada na figura, continuou a comprimir o núcleo do planeta com toda a carga do restante material da Terra, incluindo a atmosfera, aumentando a sua energia. 

 

FUNCIONAMENTO DO INTERIOR DA TERRA

 

Toda a massa da Terra tende a contrair-se na direção do núcleo, como resultado da gravidade, aumentando a pressão e, consequentemente, sua temperatura, que, por sua vez, mantem o volume do globo confinado em estado fluido, dentro da litosfera. Este mecanismo tendente a diminuir o raio da esfera tem um limite a determinado ponto do raio, mais ou menos na sua metade, onde o magma fica dividido em duas partes com funções diferentes, como vimos anteriormente. Desse limite para cima o magma toma o nome de MANTO, e daí para o centro do planeta fica o NÚCLEO-MOTOR, por ser ele o responsável por todos os fenômenos que acontecem no globo terrestre, e que deram base a estas conclusões.

 

Dissemos em texto passado que a periferia do núcleo-motor é a parte mais quente do globo. Dessa periferia para baixo, até o centro do núcleo, a temperatura diminui e é estratificada. Desse ponto para cima a temperatura do magma também diminui, mas é uma camada convulsa, o que equivale dizer, o manto da Terra é convulso, e essa noção é essencial para compreender o seu funcionamento.

 

Sendo a periferia do núcleo-motor a parte mais quente do globo ela determina dois ambientes de comportamento diferentes dentro da mesma matéria, assunto que já foi falado anteriormente, mas vamos relembrá-lo:

 

1- Da periferia do núcleo para baixo, uma região estratificada de menor energia e

 

2- Da periferia do núcleo para cima, uma região também de menor energia, porém convulsa.

 

Dessa estruturação interior do globo e do seu comportamento resultam os fenômenos que ocorrem na superfície da Terra. Por isso ele é chamado de núcleo-motor ou motor da Terra.

 

Ainda mais importante: nem o núcleo nem o manto do planeta são formados de qualquer espécie de mineral como previsto por modelos geofísicos. Os minerais, não custa repetir, só aparecem quando o magma ou a lava chega à superfície, nas CNTP. Antes disso é intocável. Só pode ser observado à distância, e dentro do globo somente pode ser imaginado. Já evidenciamos no texto Modelo Matemático do Interior da Terra  as contradições do modelo geofísico com os fatos geológicos. Não existem partes sólidas dentro do globo. Não existem diferenças metálicas em seus componentes. Eles foram criados apenas para justificar a propagação das ondas sísmicas.

 

 

LITOSFERA

 

A litosfera da Terra, a capa de rochas que envolve o planeta, é delgadíssima relativa ao volume do globo e não representa qualquer obstáculo para os movimentos do magma interior. Ao contrário, a litosfera se move conforme esses movimentos. Em outras palavras, os movimentos da litosfera dependem dos movimentos do magma no interior do globo. 

 

Disso resulta algo importante para o ensino da Geologia: não existe uma ciência chamada de “tectônica de placas”. O que existe é uma parte da Geologia que estuda os movimentos da crosta, chamada Tectônica, mas só pode ser conhecida se, e somente se, se conhece a estratigrafia e a história geológica do planeta. Não é uma matéria independente, muito menos uma ciência à parte. 

 

Vamos retomar o raciocínio sobre a ação da força da gravidade sobre o núcleo-motor e suas consequências na litosfera. A determinado grau de compressão gravitacional máximo sobre o núcleo da Terra corresponde um ponto de energia máxima dentro do globo, e isso provoca uma explosão dessa mesma energia na direção da superfície, a partir da periferia do núcleo-motor. Essa explosão - explosão adiabática - provoca nova movimentação aleatória do magma do manto, que gira violentamente em diversas câmaras contíguas, e isso fragmenta toda a litosfera do planeta, tanto a parte basáltica como a parte mais espessa, que é a crosta siálica ou continental. 

 

O estudo do fenômeno da fragmentação continental revelou que Pangæa sofria um movimento negativo, ou seja, formava uma bacia, na qual se juntaram os sedimentos da última formação da Era Pangæiânica, Épsilon, e por isso tinha uma forma naturalmente côncava, tornando-se convexa bruscamente, em consequência do impacto da bolha de energia vinda do núcleo,  que provocou o abalo sísmico ocorrido na litosfera. Tal fenômeno se torna evidente pelas marcas deixadas na litosfera, chamadas de forças tectônicas, e elas são imaginativas, isto é, não podem ser produzidas pelos humanos ou seus engenhos.

 

As marcas ou fatos geológicos mais evidentes são:

 

1. A Falha de Salvador

 

2. Os derrames basálticos na superfície sul-americana

 

3. A Bacia do Recôncavo, sedimentada ainda no lugar primitivo do fenômeno,

 

4. O transporte de toda a massa continental sul-americana, desde o rift central até a presente posição geográfica, e finalmente

 

5. A formação das cadeias montanhosas em todo o globo

 

Vejamos cada um desses itens iniciando pela Falha de Salvador.

 

No estudo da Bacia vimos poços que atingiram profundidades acentuadas como em Dias Dávila-1, com mais de 5.000m, Cinzento-1, Fazenda Mangueira-1, com mais de 4.500m, sem alcançar o fundo da Bacia, o que nos permite inferir que o falhamento alcança mais do que cinco mil metros de rejeito vertical.

 

Aceitemos que a rocha continental tenha uma espessura de 50km e que não sofre dobramentos.  A força do impacto do magma do manto sob a litosfera expulsou para cima parte dessa mesma massa, como uma rolha sai de uma garrafa de champanhe sob a pressão do gás interior. Isto é, parte do embasamento que estava a mais de 5.000m de profundidade foi exposto à superfície em um evento só.

 

Para visualizar o fenômeno somente a imaginação geológica ajudada pelos fatos que estão presentes no campo. Por isso, apontamos a Falha de Salvador como primeira evidência do fenômeno da separação continental, e da força geológica necessária para provocar o acidente.

 

Vejamos a segunda marca da intensidade da explosão da energia da Terra.

 

Essa diz respeito a extensão territorial dos derrames basálticos verificados no Brasil, desde a Amazônia até o Rio Grande do Sul, e que se estende fora da nossa fronteira, e formará todo o atual leito ou o assoalho marinho em todo o globo, inclusive o do Atlântico.

 

Esses derrames se formaram como resultado da inércia da massa continental depois do impacto e da abertura da litosfera para o exterior. O fluido basáltico inicialmente espalhou-se sobre a superfície continental, cobrindo grande parte das formações anteriormente depositadas. Com o afastamento continental esses mesmos basaltos vão formar o assoalho do Oceano, não somente na área atlântica, mas em todo o globo.

 

O derrame dos basaltos sobre os continentes vai dificultar a pesquisa do petróleo em boa parte do território nacional.

 

A continuidade do movimento tangencial iniciado com a explosão da energia que fragmentou o supercontinente continua até o presente, com tendência a um ponto terminal, quando cessarão os movimentos tangenciais, cessando o atual ciclo de energia para de novo recomeçar até nova explosão etc.

 

A Bacia do Recôncavo é a terceira evidência da força geológica que separou os continentes. 

 

Essa bacia tem forma prismática, com a base no bloco levantado durante a explosão inicial, o chamado Alto de Salvador, conhecido pelos seus habitantes como Cidade Alta. Para que esse bloco pudesse ter chegado para tal posição, houve que ser levantada e quebrada uma placa rochosa de 30, 40 ou 50km de espessura, não se sabe ao certo e não há necessidade de saber. Mas qualquer que seja a espessura para que ela fosse levantada, quebrada e elevada por, pelo menos 5km de deslocamento, há necessidade de uma força que jamais pode ser reproduzida, mas somente concebida. 

 

Vejamos mais uma evidência da força que fragmentou os continentes.

 

Essa consiste em  imaginar a força capaz de transportar as massas continentais africana e sul-americana desde o seu lugar original, no meio do atual Oceano Atlântico, para o seu lugar atual. Grosseiramente medida, atualmente, tal distância entre pontos homólogos é de pelo menos 5.500 e 6.500Km, e isso mostra a impossibilidade de tentar calcular ou medir as forças envolvidas.

 

Finalmente nosso 5º argumento para dar ideia sobre o que é força geológica.

 

Trata-se do levantamento das cadeias montanhosas que resultaram do fenômeno como um todo. De fato, as montanhas são estruturas aparentemente contraditórias com os fatos da natureza. Diante dos processos de sedimentação que atuam sobre a superfície do planeta e sabendo que “o presente é a chave do passado”, as montanhas não deveriam existir, se elas fossem estruturas antigas. Mas é indiscutível a presença delas na superfície do globo, e a sua formação é posterior a separação continental, como veremos ao longo da história geológica. Nada tem a ver com a isostasia ou resultados de fictícios geosinclinais. Ou elas surgem das emissões da energia central da Terra, como são as montanhas basálticas características dos fundos oceânicos, ou surgem como resultado do enrugamento de sedimentos nas zonas de choque entre placas em movimento tangencial opostos, como são os Andes. 

 

O problema consiste em imaginar a força necessária para produzir aquelas estruturas, as quais só podem mesmo ser imaginadas e jamais reproduzidas ou mesmo calculadas, como insistimos em repetir.

 

Vejamos mais algumas generalidades sobre o assunto da Falha do Salvador sob o ponto de vista  técnico e no âmbito da Petrobras, para se compreender alguns fatos que vamos estudar.

 

Nenhuma pessoa envolvida com os problemas de pesquisar petróleo na Bacia do Recôncavo jamais se importou em discutir se a Falha de Salvador é uma falha normal ou reversa. A natureza de “falha normal” era e continua sendo uma tradição pétrea dentro da Empresa. Afirmava-se para o novato que a falha era normal, e ninguém tinha o gabarito necessário para contrapor-se ao argumento vindo dos mais antigos. Aceitava-se de plano o fato, sem discutir, e isso é até hoje, uma “verdade”. 

 

A evidência do que afirmamos é que as seções geológicas que aparecem nos leilões promovidos pela ANP, em cerimônias públicas oficiais, a falha de Salvador continua a ser uma “falha normal”, o que a esta altura do conhecimento constitui um erro dos mais graves e grosseiros, sem que o fato desperte qualquer emoção nos participantes dessas reuniões. Milhões de reais e dólares são negociados entre as partes, sem que aquelas partes se importem com a natureza da falha. É um erro tradicional absorvido por todos, e isso faz com que a informação se torne uma “verdade”. Entretanto essa é a fonte de todos os prejuízos que as diversas companhias que trabalham na pesquisa e exploração de petróleo sofrem, por não levarem em conta a informação.

 

A primeira atenção de um geólogo contratado pela Empresa era dirigida para determinar qual o pioneiro que dava um show de óleo, e isso era a sensação primária para todos dentro da Empresa, fossem eles geólogos, engenheiros, geofísicos, paleontólogos, fossem eles  novatos ou veteranos. Todos errávamos juntos, e isso transformava o erro em coisa certa, mas não mudava a natureza da estrutura original da falha. Somente a declinante produção de petróleo daquela província demonstra o erro que teimam em não reconhecer. 

 

Voltemos à nossa História Geológica.

 

Para passar da forma côncava - uma bacia - para a forma convexa - uma montanha - o centro da massa continental, devido a inércia da mesma, foi elevado pelo ramo mais poderoso do golpe tão bruscamente que a crosta continental partiu-se, elevando o lado partido a grande altitude, provocando um desnível entre o bloco baixo e o alto de mais de cinco mil metros, como visto. 

 

Para perceber a grandeza da força dessa explosão de energia da Terra e todas as suas consequências é preciso exercício de imaginação geológica, além de perceber o conceito de escalas com o raciocínio sobre os acontecimentos.  

 

Das catástrofes geológicas atualmente conhecidas, por exemplo a destruição da ilha de Krakatoa, na Indonésia, em 1883, a erupção do vulcão Pinatubo, ocorrido em junho de 1991, nas Filipinas, ou a catástrofe provocada pela erupção do vulcão Santa Helena, nos EUA, ou o tsunami ocorrido no Natal de 2004, na Indonésia, e outros fenômenos que os leitores conhecem, mesmo somados, jamais poderão ser comparados ao fenômeno geológico da fragmentação continental ou o levantamento das montanhas, como a gênese dos Andes, Himalaya, Rochosas etc.

 

Apreciemos as consequência visíveis e palpáveis do fenômeno com os fatos que constituem as provas das nossas afirmativas, e que podem ser mostradas no campo.

 

Ao levantamento brusco do centro continental, a imensa bacia onde sedimentou Épsilon foi esvaziada em pouco tempo, jogando toda a água existente nela na direção do oceano. Os animais que aí viviam, inclusive os dinossauros, e as exuberantes florestas foram destruídas em poucos minutos. As lavas e o fogo do vulcão linear com suas ramificações que cortaram todo o supercontinente provocaram na superfície de Pangaea uma rutura, como consequência da imensa explosão da energia. 

 

O magma que flui para o exterior do globo sobre o continente estático, pela inércia, formando montanhas, constitui a gênese da Formação Zeta, a primeira Formação após a fragmentação continental. Os derrames acontecem primeiro sobre os continentes. Na continuidade do fenômeno esses mesmos basaltos formarão o assoalho do Oceano Atlântico, quando os fragmentos continentais se afastarem.

 

Assim, aparecem os derrames de lava que se transformarão nos basaltos, hoje encontrados em todo o território da América do Sul. No Brasil, desde a Amazônia até o R.G. do Sul, se estendendo para os países vizinhos.

 

O esvaziamento brusco do lago impulsionou de forma violenta, em tsunami gigantesco, toda a rocha sedimentar, petróleo, água, animais e plantas que viviam nele, na direção da bacia marinha situada na costa oeste do continente americano do sul, onde se depositaram sobre a Formação Delta, depositada antes da fragmentação. O tsunami referido é algo gigantesco, gerado por força telúrica capaz de varrer da superfície da Terra todos os animais e vegetais daquele tempo, de uma só vez, pondo um fim à saga dos dinossauros e seus congêneres na superfície do planeta. A extinção desses animais gigantes não tem nenhuma relação com a queda de meteoritos[1] ou extra terrestres para terminar com eles. Eles e outros componentes da fauna e da flora daquele tempo desapareceram ao mesmo tempo diante do mesmo fenômeno geológico.

 

A violência da explosão levantou todo o centro de Alpha, e os acontecimentos no Brasil tem um correspondente no território africano, nas chamada bacias homólogas, as quais serão brevemente mencionados para completar ideias, pois elas foram estudados apenas superficialmente.

 

A parte leste do embasamento ou Formação Alpha foi levantada, e em determinado limite do levantamento foi quebrada e vem até a superfície, trazendo sobre ela os sedimentos das formações Beta e Épsilon, anteriormente sedimentadas. Forma-se a chamada “Falha de Salvador”, e inicia-se a separação continental. Observar então: a Falha de Salvador É UMA FALHA REVERSA, e não pode ser falha “normal” como indicada nos mapas feitos por geólogos da Petrobras. É erro grave considera-la falha normal, pois prejudica a pesquisa de petróleo.

 

 O bloco falhado de Alpha é de montanhas formadas pelos sedimentos fossilíferos e petrolíferos das rochas clásticas sobre o bloco falhado. Após chegarem a grande altitude e com o afastamento das bordas continentais o bloco alto é basculado para oeste, preenchendo o desnível entre o bloco continental e o bloco falhado. Esses sedimentos formadores da Bacia do Recôncavo aí retidos é que chamamos de Formação Eta, de forma prismática e textura conglomerática.

 

 

A Bacia do Recôncavo se forma em quatro movimentos distintos, considerando a massa continental e a sua inércia frente a força telúrica da corrente magmática ascendente: 

 

1. O levantamento da crosta continental, 

 

2. O falhamento da crosta (Falha de Salvador), 

 

3. O afastamento inicial dos continentes e 

 

4. O basculamento do bloco falhado ou Alto de Salvador, para oeste, quando se forma o conglomerado e misturam-se os fósseis das duas bacias formadas anteriormente, Beta e Épsilon.

 

Depois de depositada, a Formação Eta é compactada pelo bloco falhado conhecido como Alto de Salvador, que se inclinou para oeste ao afastamento dos subcontinentes, no quarto movimento, quando se inicia a movimentação do subcontinente para uma nova posição sobre o globo. Esta dedução é evidenciada pela extrema compactação apresentada em testemunhos cortados em diversos poços construidos na borda leste da Bacia, com interpenetração de fragmentos de rocha e que fornecem altas resistividades nos perfis, e que foram confundidos com a ocorrência de hidrocarbonetos.

 

Quando o movimento tangencial se inicia começam a aparecer as montanhas basálticas, que formarão o assoalho do futuro oceano Atlântico.

 

Apenas para relembrar, esta foi a ocasião:

 

1. Da mistura dos fósseis das duas bacias anteriores (Beta e Épsilon), 

 

2. Da estruturação caótica dos sedimentos, que vai provocar a confusão dos sinais geofísicos e a falta de correlação dos perfis elétricos corridos nos poços construídos na Bacia. 

 

Uma importante observação: a Bacia não foi formada sob águas como as duas anteriores, Beta e Épsilon. Ela foi formada subaereamente. A água, assim como o petróleo e os fósseis nela existentes são os mesmos formados, ordenadamente, na grande lagoa onde sedimentou Épsilon original: os sedimentos foram reestruturados, os fósseis foram refossilizados, a água foi refiltrada, fornecendo as chamadas “salinidades anômalas” e as pressões desbalanceadas. Outras bacias da costa brasileira, subaéreas e/ou submarinas, e todas as suas correlacionadas pela origem, têm as mesmas características anômalas, pois foram redepositadas durante a explosão de energia da Terra responsável pela fragmentação do continente. As evidências do fenômeno são as mencionadas anteriormente: mistura dos fósseis de idades diferentes que se observam nas análises das amostras da subsuperficie da Bacia, a confusão nos sinais sísmicos e a incorrelação dos perfis elétricos geradores das “falhas” nos mapas e evidências de petróleo inexistente. 

 

Não existem as estruturas clássicas dos compêndios como falhas, “narizes estruturais”, “horsts” e “grabens” , da literatura antiga. Especialmente, não existem as inúmeras “falhas”  que aparecem nos mapas da superfície e subsuperficie da Bacia, para explicar fenômenos desconhecidos. A Bacia, especialmente, NÃO É um “rift”! Rift é a estrutura do Oceano Atlântico onde as duas margens da bacia se afastam simetricamente de uma linha central para formá-la! A Bacia do recôncavo é formada claramente pelo falhamento em uma de suas margens, precisamente a margem leste da mesma. Todos os sedimentos que ela contém provieram da margem leste, que foi a fonte dos sedimentos.

 

Todo o petróleo que a Bacia do Recôncavo contém fica em reservatórios estratigráficos, que ocorrem a qualquer profundidade, e assim devem ser estudados, entendidos e pesquisados para sucesso exploratório. O chamado arenito Sergi, não é o melhor e principal reservatório da Bacia. 

 

Informação importantíssima para o pesquisador de petróleo: notar que fora da pressão hidrostática não existe outra qualquer, especialmente pressão tectônica sobre os reservatórios das bacias brasileiras. Essa característica limita a produção dos reservatórios e requer estudos refinados para alcançar melhores índices de produção, nesse tipo de bacia.

 

Voltando à História Geológica.

 

Ainda como efeito do movimento da crosta que fragmentou o supercontinente inicial resultou na estruturação da Formação Theta, no Período Thetaiano.

 

O levantamento do centro de Alpha impulsionado pelo ramo ascendente da célula convectiva, vinda do núcleo do planeta, cria na litosfera um possante falhamento com mais de cinco mil metros de rejeito vertical. Esse rejeito foi preenchido com os sedimentos de Eta, como descrito anteriormente, mas a maior parte dos sedimentos que formavam o corpo da Formação Épsilon desceu encosta abaixo, na direção do mar, na costa oeste de Alpha. Por aí se precipitaram as águas, florestas, animais (dinossauros e assemelhados) que a habitavam, incluindo parte do petróleo de Épsilon, formado naquele tempo. Esses sedimentos tomaram o nome de Formação Theta, a segunda formação de origem marinha. Tais sedimentos não existem no leste americano do sul, mas certamente eles serão encontrados na costa oeste da América do Sul, quando a região for mapeada geologicamente. São os sedimentos que formam a cadeia dos Andes e os sedimentos que fornecem o petroleo da Bolívia, Peru, Colômbia, Venezuela, México e que continuam para o norte.

 

No próximo texto continuaremos a Era Atlantiânica, falando dos movimentos tangenciais no globo.