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Geologia e a Origem do Universo 

Depois das lentes de Galileu e Newton e seus minúsculos telescópios equipados com lentes fabricadas e polidas por eles mesmos, chegamos às maravilhas dos observatórios de ParanalMonte PalomarE-ELTPulkovo, até a portentosa estação volante da NASA, o HST ou Hubble Space Telescope, orbitando a Terra desde o fim do século passado a 612 km de distância. Todos esses observatórios colhem imagens cada vez mais sofisticadas e claras, que são "interpretadas" ao bel-prazer dos cientistas aqui da Terra. Desse ponto em diante, dependendo do cientista, diz-se da imagem obtida o que se quiser dentro de uma linguagem aceita por todos. Colisões de galáxias, choque de estrelas, buracos negros, novos planetas, cometas, sistemas etc.

 

Há uma experiência pessoal do autor sobre o assunto “interpretação de dados”, colhidos aqui mesmo na Terra, e a conclusão é simples: interpretações de coisas desconhecidas não funcionam e se tornam antieconômicas. Existe a necessidade de se conhecer as regras básicas do funcionamento do objeto sob estudo, para então, pretender interpretá-la. Para o leitor comum, não-geólogo, imaginar a ideia do que vem a ser interpretar dados desconhecidos propomos um pequeno exercício de imaginação: tome a fotografia de uma pessoa qualquer e tente dizer o nome dela, dos seus pais, o seu CPF, a data do nascimento e outras informações dessa classe. Com certeza o resultado da "interpretação" será, no mínimo, engraçado e não pode ser levado a sério, mas com certeza é antieconômica e com perda de tempo.

 

No início dos trabalhos da Petrobras, nos anos 50/60 do século passado, os mapas da Bacia do Recôncavo foram feitos a partir de fotos aéreas, "interpretadas" pelos geólogos do campo, alguns especializados no estrangeiro.O resultado foi desapontador, pois o mapa não reflete qualquer realidade entre o campo e as "interpretações" feitas, e a Bacia está sendo abandonada exatamente por esse motivo básico: o mapa-guia para a pesquisa de petróleo é completamente errado. Ainda na Petrobras, a interpretação dos sinais dos mapeamentos sísmicos, gravimétricos, elétricos, paleontológicos contribuíram para o estado lamentável em que se encontra a Bacia do Recôncavo, no nordeste brasileiro, sob o ponto de vista exploratório. Ela está em marcha para a extinção.

 

Fizemos parte da equipe do Projeto Radam, que trabalhou na Amazônia, fazendo interpretações de imagens de radar obtidas pela melhor tecnologia da segunda metade do século passado na obtenção de imagens aéreas, e o resultado do trabalho de interpretação das imagens foi um desastre. O projeto “fechou as portas”.

 

Exemplos do contrário podem confirmar a regra. Um médico experiente, conhecedor da anatomia humana, pode interpretar uma chapa de Raios-X e confirmar uma pneumonia no pulmão do paciente; um mecânico experiente pode interpretar defeito em um automóvel e colocá-lo para funcionar de novo; um geólogo experiente pode construir um mapa se, antecipadamente, conhecer a estratigrafia das rochas que formam a área sob estudo. Sem essas condições prévias, qualquer interpretação que seja feita sobre quaisquer dos temas propostos é, ou será, um trabalho inútil, ou pelo menos antieconômico. Muitos exemplos podem ser mencionados para entender o que quer dizer interpretaçãode algo desconhecido.

 

O tema nos traz ao título do trabalho sobre a Origem do Universo, e na opinião do autor, os exemplos que serão dados refletem o grau de ignorância em que se encontra a humanidade sobre o seu futuro e o que faz aqui na Terra.

 

O globo onde moramos é um completo mistério, quase inteiramente desconhecido, e a maior parte do povo, mesmo muitos cientistas, acredita que ele tenha sido feito por um ser superior - Deus - e que nos colocou aqui como sua obra prima. Para demonstrar nosso quase completo desconhecimento do planeta que habitamos alinharemos noticiário de jornais, revistas e agências especializadas que publicam notícias sobre o assunto. Veja os exemplos:

 

  • Os japoneses querem chegar primeiro no núcleo da Terra através de furos na litosfera, e estão preparando um programa de perfuração da crosta. Certamente gastarão uma fortuna que poderia ter melhor aplicação. Existe outra forma de estudar o núcleo do planeta, e pode ser lido aqui.

  • Os americanos lançaram recentemente a missão InSight, uma nave que vai “estudar o coração de Martecom auxilio de aparelhos sísmicos, gastando hum bilhão de dólares, em uma viagem de 485 milhões de km, que separam Marte da Terra. Pergunta-se: a humanidade vai melhorar sua qualidade de vida, após tal estudo? Podemos antecipar a resposta para os americanos sem gastar um único dólar: os aparelhos sísmicos não têm aplicação nesse tipo de pesquisa. Os resultados obtidos com a missão servirão apenas para especulações e fantasias, analisando sismogramas de objetos desconhecidos etc. Ver a performance da sísmica aqui

  • Cientistas estão observando uma colisão de quatorze galáxias que vai resultar em um dos maiores objetos do mundo…a colisão está acontecendo a uma distância de12,4 bilhões de anos-luz (hum ano luz mede 9,5 X 1012 ou 9.500.000.000.000 km) ou 117,8 X 1017 ou ainda 11.780.000.000.000.000.000.000 km…Vale ressaltar que esse número gigante também significa tempo, por isso os cientistas estão estudando algo que não existe mais. A luz está caminhando na nossa direção, mas o fenômeno deixou de existir. O geólogo pergunta: para que servirá a informação? Para que serve essa ciência? 

  • Outro grupo de astrônomos anuncia o que acontecerá com o nosso Sol quando ele morrer. Isso vai acontecer dentro de 10 milhões de anos, diz a notícia que está preocupando os jovens cientistas…De novo, diante da estranheza da pesquisa, para que servirá o resultado dela? E principalmente: quanto está custando a informação? 

  • Na China, inaugurou-se maior radiotelescópio do mundo para verificar a existência de elementos químicos que deem indícios de vida fora da Terra. Tem quase o dobro de outro anteriormente construído (1963) em Porto Rico, com apenas 300m de diâmetro. O atual, chinês, tem 500m, custou 180 milhões de dólares e, quem sabe agora, vai conseguir a informação. Ora, dizemos nós, não se conhece a origem da vida aqui na Terra, e vão os cientistas procurá-la no espaço desconhecido. A informação sobre o assunto obtida pelo geólogo é grátis, e pode ser conhecida aqui.  

  • Finalmente, temos a evidência máxima do desconhecimento da nossa origem e nosso desenvolvimento no planeta ao saber da conclusão de um dos maiores cientistas da nossa época que, não há dúvida, teremos de mudar de planeta, devendo enviar pessoas a Marte no prazo de 30 anos. “Estamos ficando sem espaço, e os únicos lugares a serem encontrados são outros mundos. Estou convencido de que os humanos precisam deixar a Terra. Estamos ameaçados pelas mudanças climáticas e diminuição dos recursos naturais”. A visão geológica é completamente diferente e oposta: não há mudanças climáticas na Terra e ainda mal tocamos nos recursos naturais do planeta. Aqui na Terra há espaço para todo mundo, e só na Terra a humanidade pode ter vida natural plena, como a conhecemos. Confira o Ciclo da Energia.

Não há necessidade de mais exemplos, pois todos são de igual dimensão face ao que queremos enfatizar: o desperdício de montanhas de dinheiro tentando solucionar problemas por vias inadequadas, desperdiçando fortunas consideráveis que, sem dúvida, poderiam ser gastas em projetos mais factíveis e menos sonhadoras aqui na Terra, sob os nossos pés.

 

Mas não só no plano astronômico existem evidências da ignorância humana a seu próprio respeito. Algumas crendices, esposadas por autoridades científicas mundiais, arrastam consigo outras autoridades civis, como é exemplo o tema do “aquecimento global”. Reúnem-se as autoridades das maiores nações do mundo para tomar providências sobre uma suposição totalmente aventureira, um suposto aquecimento global, e cada nação contribui com milhões de dólares para se empenhar em uma batalha sem sentido: acabar com um fantasma.

 

Imagina-se, sem nenhum fundamento geológico, que a atmosfera ou o próprio globo esteja “aquecendo”, mas de fato existe a intenção secundária de diminuir o uso do petróleo como combustível de máquinas, motores e todo o processo industrial.  Argui-se que o índice ou a quantidade de gás carbônico na atmosfera está aumentando quando, de fato, ou geologicamente falando, aquele índice está decrescendo, como indica o estudo geológico. 

 

Um dos melhores símbolos para avaliar o grau de atraso da humanidade é o alto índice da religiosidade dos povos em geral. As religiões falam de um lugar agradável chamado céu, e outro desagradável, o inferno. Difícil imaginar uma vida pior do que a que leva qualquer cidadão carioca, baiano, alagoano ou paraense que more em uma favela ou subúrbio, sem esgoto, sem água encanada, escola, com a família passando fome por falta de trabalho e nem falar de lazer. Algumas autoridades eclesiásticas pretendem que a ciência e os cientistas “confirmem a Igreja” em episódios interpretados pelos próprios religiosos, como caminho para provar teses religiosas. A despeito de serem ideias antiquadas e confusas, a maioria da humanidade continua trilhando o caminho da fé, contribuindo para a construção de templos extraordinários, sustentando também a vida boa dos seus chefes e pastores.

 

Para o geólogo, os problemas objetivos para a humanidade, aqui mesmo na Terra, são a possibilidade de trabalhar e produzir alguma coisa, o alívio da fome, uma casa para morar, ter saneamento básico, segurança, cultura para o povo, o prazer intelectual do cultivo das artes, das letras, dos esportes etc. e todos eles precisam ser buscados aqui mesmo na Terra. 

 

Para nós não há, nem haverá, auxílio de extraterrestres, nem de qualquer entidade do espaço ou de bênçãos divinas de qualquer credo recente ou antigo. As soluções existem no próprio planeta, e aqui devem ser buscadas.

Em resumo: a humanidade pretende ser simplesmente feliz. Aqui na Terra.